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Guia completo de AEO: como fazer em 7 passos (2026)

O que muda do SEO para o AEO

Boa parte do trabalho é a mesma: site rastreável, conteúdo que responde, autoridade externa. O que muda é o que se mede e o que se otimiza.

A unidade de medida é a citação, não a posição. No Google você está em 1º ou em 10º. Na resposta da IA você está ou não está, e quando está, a IA escolhe o que dizer. A métrica passa a ser: em quantos por cento das respostas a marca aparece, é citada como fonte, e como é descrita.

A unidade de otimização é o parágrafo, não a página. A IA não lê a página inteira; ela extrai trechos que respondem a pergunta sozinhos. Um parágrafo que só faz sentido com o contexto de cima não é citável. Isso se chama extraibilidade, e é o que separa conteúdo citado de conteúdo ignorado.

A resposta vem de poucas fontes, e a maioria não é o seu site. Para cada pergunta, a IA consulta um punhado de páginas: listas, comparativos, reviews, diretórios. Se sua marca não está nelas, o seu site não compensa.

Não existe volume de busca confiável para prompts. O volume que algumas ferramentas mostram vem de amostras de clickstream de extensões e VPNs, que não representam o cliente brasileiro. A matriz de prompts vem da jornada do cliente, não de um número.

Se quiser o detalhe de cada ponto, o artigo sobre AEO, GEO e SEO para IA explica a origem dos termos e o que é igual e diferente. Aqui, vamos ao trabalho.

Passo 1. Mapear os prompts que seu cliente faz

Tudo começa com a lista de perguntas que seu cliente faz à IA quando está decidindo. Não é a lista de palavras-chave do SEO: é uma matriz de prompts em linguagem natural, em português, do jeito que a pessoa digita.

O que fazer:

  • Liste as 5 a 10 situações de compra do seu produto e escreva de 3 a 5 prompts para cada uma, como o cliente falaria (“preciso de um sofá que caiba em apartamento pequeno e aguente cachorro”).
  • Inclua três tipos: prompts genéricos da categoria (sem marca), prompts com o nome da sua marca, e prompts comparativos (“X ou Y?”).
  • Use dado real quando tiver: o relatório do Bing AI Performance mostra prompts que já citaram seu site; conversas de atendimento e do WhatsApp mostram como o cliente pergunta de verdade; a IA mostra as buscas que faz por trás de cada resposta (os query fan-outs), que são pistas de prompts vizinhos.

Erro comum: copiar a lista de palavras-chave do SEO. “Sofá 3 lugares” não é um prompt.

Na Dolomite AI: no cadastro, o sistema lê o seu site e sugere a matriz inicial; o Prompt Search importa o Bing AI Performance e conversas reais.

Passo 2. Medir onde a marca está hoje

Antes de mudar qualquer coisa, tire a foto. A maioria das marcas não tem um problema de visibilidade; tem um problema de diagnóstico. Corrigir o site quando o problema é autoridade externa, ou escrever conteúdo quando o problema é entidade inconsistente, não funciona.

O que fazer:

  • Rode cada prompt em cada motor pelo menos 3 vezes. A resposta da IA varia entre execuções; uma rodada só é sorteio, não medição.
  • Anote por prompt: menção (sim/não), citação como fonte (sim/não), concorrentes que apareceram, fontes que a IA usou, e como a IA descreveu sua marca.
  • Calcule a taxa de presença por motor e no total, e a lista de fontes mais usadas.

Erro comum: perguntar uma vez ao ChatGPT, ver que a marca não aparece, e concluir que “a IA não conhece a gente”. Uma resposta não é dado.

Na Dolomite AI: a coleta roda a matriz inteira nos quatro motores a cada 3 dias, com dezenas de execuções por ciclo, e o Dashboard mostra visibilidade, menções, citações, concorrentes e fontes por motor.

Passo 3. Preparar o site para ser lido pela IA

As IAs que fazem busca leem a web pelos mesmos caminhos do Google, mais alguns próprios. Se o seu site bloqueia ou confunde esses leitores, nada do resto funciona.

O que fazer:

  • Confira o robots.txt: os crawlers de IA (GPTBot, PerplexityBot, ClaudeBot, Google-Extended) precisam estar liberados. Muitos sites bloqueiam sem saber, por regra antiga ou por plugin.
  • Publique um llms.txt na raiz do domínio, com a descrição da empresa e os links das páginas mais importantes.
  • Garanta que o conteúdo principal aparece no HTML sem depender de JavaScript. Os crawlers de IA em tempo real não executam scripts; o que só carrega depois não existe para eles.
  • Sitemap atualizado, HTML semântico (títulos em H2/H3, listas, tabelas), carregamento rápido.
  • Título, descrição e H1 de cada página têm que dizer, em uma frase, o que a página responde.

Erro comum: site em React que entrega uma página em branco para quem não executa JavaScript. A IA é esse alguém.

Na Dolomite AI: a Auditoria AEO dá nota de 0 a 100 em acesso, legibilidade, estrutura, entidade, autoridade e deslocamento, com a lista do que corrigir.

Passo 4. Consolidar a entidade da marca

A IA precisa ter certeza de quem você é antes de te recomendar. Isso se chama entidade: um conjunto de sinais consistentes, em vários lugares, dizendo o mesmo nome, a mesma descrição e a mesma categoria. Quando os sinais conflitam (agência de marketing no site, consultoria no LinkedIn, produtora no Instagram), a IA perde confiança e não recomenda.

O que fazer:

  • Mesmo nome, mesma descrição de uma linha e mesma categoria no site, no Google Business Profile, no LinkedIn, no Instagram e em diretórios do setor.
  • Dados estruturados (schema): Organization no site inteiro, com sameAs apontando para todos os perfis; Person para autores, com nome e bio iguais aos do LinkedIn; FAQPage nas páginas com perguntas; Product nos produtos; Article nos artigos. Aplique no template, para toda página nova herdar.
  • Crie ou corrija o item no Wikidata (nome, tipo, site oficial, data de fundação).
  • Se sua marca tem grafias variantes (com e sem acento, abreviações), liste todas: a IA vai usar alguma delas.

Erro comum: “Móveis Estrela” no site, “Moveis Estrela Ltda” no Google e “Estrela Móveis” no Instagram. Para a IA, são três empresas fracas em vez de uma forte.

Na Dolomite AI: o Manual da Marca guarda nome, descrição, entidades e outras grafias, e o checklist de Setup lista os perfis a alinhar.

Passo 5. Escrever conteúdo que a IA cita

A IA cita trechos que respondem sozinhos, com fato, número e fonte. Não cita páginas que enrolam. Pense em cada seção como um bloco extraível: se a IA levantar só aquele parágrafo, ele responde a pergunta?

O que fazer:

  • Resposta primeiro (a conclusão na primeira frase da seção), explicação depois. A IA extrai o começo.
  • Seções curtas, de 50 a 100 palavras, cada uma autossuficiente. Um resumo de uma linha embaixo de cada H2 ajuda.
  • Uma frase-âncora por seção: “[Sua marca] + fato + método”. É a frase que a IA vai copiar.
  • Dado próprio sempre que tiver: pesquisa com clientes, número de atendimentos, teste que você fez. Dado original é o conteúdo mais citado que existe.
  • Tabelas e listas para relações (comparações, passos, critérios). A IA extrai tabela melhor que prosa.
  • Uma seção de perguntas frequentes com perguntas naturais e respostas autossuficientes, com schema FAQPage. É de onde vem boa parte das citações.
  • Páginas de comparação honestas (“X vs Y”, “melhores ferramentas de...”), dizendo onde você perde. A IA confia mais e cita mais.

Erro comum: artigo de 2.000 palavras que só chega ao ponto no terceiro parágrafo, sem número nenhum. A IA lê o começo, não acha resposta, vai para a fonte seguinte.

Na Dolomite AI: os Gaps de Citação mostram em quais prompts você não aparece e geram o brief; o Dolomite Content escreve o artigo no formato certo (resposta primeiro, FAQ, sem hedge) para você revisar.

Passo 6. Trabalhar as fontes que a IA consulta e distribuir em outros canais

Metade do AEO acontece fora do seu site. O seu domínio é um ponto de dado; a IA confirma o que você diz procurando o mesmo sinal em fontes independentes: listas de “melhores”, comparativos, reviews, diretórios, LinkedIn, YouTube, Reddit, podcasts.

O que fazer:

  • Descubra quais páginas a IA usou como fonte nos seus prompts (a IA mostra; anote domínio e URL).
  • Separe as que citam concorrentes e não citam você. Essa é a lista de trabalho.
  • Peça inclusão. A maioria das listas aceita, de graça, quando você manda o material pronto: descrição de 3 linhas, diferenciais, preço, print.
  • Cadastre a marca nos diretórios que a IA usa no seu setor (G2 e Capterra para software, TripAdvisor para turismo, Reclame Aqui e Google para varejo) e cuide das avaliações.
  • Reaproveite o conteúdo nos canais onde seu cliente está: o mesmo dado vira post no LinkedIn, vídeo curto, resposta numa thread do Reddit. Cada versão reforça a mesma entidade em outro contexto.
  • Publique estudo com dado próprio e mande como release para os portais do seu setor. Estudo é o que mais gera citação de terceiro.

Erro comum: gastar com publieditorial num portal grande que a IA nunca cita, em vez de pedir inclusão numa lista de blog pequeno que a IA cita toda semana. Pague só onde a IA já consulta.

Na Dolomite AI: Fontes de IA mostra os domínios e URLs consultados; Menções Off-site mostra, página a página, onde cada concorrente aparece e você não.

Passo 7. Cuidar de como a IA descreve a marca

Aparecer não basta. A IA descreve sua marca com um tom (confiante, neutro, cético), coloca você como protagonista ou como contraste, e te chama de líder ou de “uma opção”. Isso decide a compra tanto quanto a menção.

O que fazer:

  • Leia as respostas onde você aparece e anote, por atributo (preço, qualidade, atendimento, inovação), a emoção que a IA associa. Neutralidade em tudo é o sinal mais comum: a IA sabe que você existe, mas não tem o que dizer.
  • Defina que emoção você quer transmitir por atributo e compare com o que recebe. O gap é a pauta de conteúdo.
  • Corrija por atributo: se a IA é cética sobre seu preço, publique a página que explica o preço com número e comparação. Conteúdo genérico não muda percepção.

Erro comum: olhar só o sentimento positivo/negativo. “Positivo” esconde “neutro morno”, e neutro não vende.

Na Dolomite AI: a Percepção de Marca classifica a emoção por atributo (admiração, confiança, neutralidade, ceticismo), o papel na conversa e a autoridade atribuída, e compara a identidade que você quer com a que recebe.

Como medir o resultado

AEO não termina. Cada mudança leva dias ou semanas para aparecer nas respostas, e a única forma de saber o que funcionou é medir em série: mesma matriz, mesmos motores, ciclo após ciclo, comparando com o período anterior.

O que olhar num painel de AEO:

  • Visibilidade: % das respostas em que a marca aparece, por motor e no total, com a variação em relação ao período anterior.
  • Citações: em quantas respostas a marca é citada como fonte, e quais URLs suas foram citadas.
  • Share of voice: sua fatia de menções entre os concorrentes monitorados.
  • Fontes: quais domínios e páginas a IA consultou, e em quais você aparece.
  • Percepção: emoção por atributo, papel e autoridade, e a distância entre o que você quer e o que recebe.
  • SEO x AEO: em quais buscas você ranqueia no Google e a IA não cita, e vice-versa.

Ritmo: uma coleta a cada 3 dias com muitos prompts por ciclo dá uma série mais estável que uma coleta diária com poucos, porque filtra o sorteio da IA e deixa a tendência. O que subiu, você repete. O que caiu, você investiga: mudou a fonte? entrou um concorrente? mudou o modelo?

Ligação com negócio: o clique cai, a influência não. Acompanhe busca pela marca no Google, tráfego direto e leads que dizem “vi no ChatGPT”. É aí que o AEO aparece na receita.

A Dolomite AI é a plataforma de AEO (Answer Engine Optimization) construída para o mercado brasileiro: ela faz sua marca ser encontrada, entendida e recomendada pelas IAs. Os sete passos deste guia são as telas dela, na mesma ordem.

Perguntas frequentes

O que é AEO?

AEO (Answer Engine Optimization) é a otimização de uma marca para aparecer, ser citada e ser recomendada nas respostas de IAs generativas como ChatGPT, Gemini, Perplexity e Google AI Overviews. Difere do SEO porque mede citação em vez de posição e trabalha o parágrafo em vez da página.

Quanto tempo leva para ver resultado em AEO?

Mudanças técnicas no site (robots, llms.txt, schema, resumos por seção) aparecem nas respostas em dias a poucas semanas, porque as IAs com busca releem o site. Visibilidade sustentada leva de um a três meses, porque depende de fontes de terceiros serem publicadas e lidas e dos ciclos de atualização dos modelos.

Preciso de ferramenta para fazer AEO?

Não para começar. Os sete passos funcionam com planilha: lista de prompts, rodadas manuais nos motores, anotação de menções e fontes. Uma ferramenta entra quando a matriz passa de 20 prompts ou quando você precisa de série histórica e comparação com concorrentes, que é inviável à mão.

AEO funciona para empresa pequena?

Funciona, e muitas vezes melhor: em categorias locais ou de nicho, a IA tem poucas fontes e cita quem tiver a página mais clara. Uma empresa pequena com entidade consistente, FAQ boa e presença nas listas do setor aparece antes de uma grande que nunca cuidou disso.

Por qual motor começar?

Google AI Overviews e ChatGPT. O AI Overviews aparece numa parcela grande das buscas no Google e pega o cliente no começo da jornada; o ChatGPT é onde mais gente pergunta antes de comprar. Depois, Gemini e Perplexity.

Preciso reescrever todo o conteúdo do site?

Não. Comece pelas 20% de páginas que mais convertem: adicione schema, um resumo de uma linha embaixo de cada H2, uma FAQ e a frase-âncora. Depois avance para as páginas de apoio.

Devo bloquear os crawlers de IA para proteger meu conteúdo?

Se você quer ser recomendado pela IA, não. Bloquear GPTBot ou PerplexityBot tira você das respostas. Bloqueie só se a decisão de negócio for não aparecer.

Como provar o valor do AEO se o clique está caindo?

Medindo influência em vez de tráfego: visibilidade e citações em série, busca pela marca no Google, tráfego direto, e leads que citam a IA como origem. A menção na resposta acontece antes de qualquer clique, e é ela que coloca a marca na lista de quem vai comprar.